Dá pra ficar um dia todo:
O Rafa já postou tanta coisa desse DVD e eu demorei tanto pra descobrir (talvez porque não queira gastar tudo de uma vez).
Dá pra ficar um dia todo:
O Rafa já postou tanta coisa desse DVD e eu demorei tanto pra descobrir (talvez porque não queira gastar tudo de uma vez).
Ontem fiz menage com um casal fofo. Eles ainda estão na faculdade e namoram há um ano e meio. Usam aliança, têm momentos Ruy e Vani e são muito bonitos. Conversamos até às 6h, adorei o papo deles. Me deixaram novamente com aquela sensação de que a gente vai melhorando a cada geração. É como se eles tivessem adquirido menos neuroses durante a vida. Às vezes não entendo essas pessoas que não têm saco para gente mais nova.
Em compensação, entrar no Facebook todo dia me faz descobrir coisas sobre as pessoas (que eu já conhecia) que me broxam um pouco. É como se eu estivesse casado com elas e começasse a perceber aquelas pequenas manias que azedam a relação. Mas gosto de ver likes inesperados em posts meus. Do tipo ‘nossa, não esperava que essa pessoa fosse gostar disso’.
Falando em Rafaeis, vejam só esta maravilha que a Ana achou: Capivaras que parecem com o Nadal.
Ontem estava na fossa e fui tomar uma cerveja c’a Ana. Eu fico muito otimista sempre que converso com ela, com o Cadu e tantos outros amigos desse Brasil. No segundo espetinho, já estava com a sensação de que as viagens de férias vão ser ótimas.
Hoje fui almoçar sozinho porque a fome bateu às 11h30 e ninguém topou descer comigo. Estava frio e eu sentei dendo restaurante, na única mesa de dois lugares grudadinha no balcão onde fica o caixa. Lá estava a dona grampeando uns papéis – são muitos. Ela logo estranhou ‘ué, veio sozinho hoje, Samuca?’. (Tenho ido sozinho aos lugares ultimamente). E logo disse com um sorrisão no rosto: ‘Não tem problema, eu te faço companhia!’
Ela leva aquele restaurante nas costas. Faz o cardápio, cozinha a melhor comida dos quatro estabelecimentos do lugar, serve mesa, anota pedido, fecha conta. Corre para entregar coisa que demorou. A coisa é bem familiar, são poucos funcionários e muitos são da família. Eles sabem o nome dos clientes mais assíduos, é uma relação bacana naquele bairro em que é difícil esbarrar com um conhecido na calçada.
Sozinho na mesa, tive tempo pra pensar. Diz que ela foi sacaneada pelo ex e agora está dando a volta por cima. Meus amigos desceram depois de mim e comentaram que eu sou louco pelo filé ao molho madeira com arroz à piamontese e ela disse que vai fazer amanhã especialmente pra mim. Olha que linda. Só tive vontade de escrever para registrar a beleza dela e rezar para que o restaurante dê supercerto. Sei lá.
E isso tudo porque eu pensei que estar só ou acompanhado é uma questão de quantidade. Há ônus e bônus tanto na vida só quanto na vida conjugal. (Sem desmerecer os meus ex – avemaria, esqueci de contar, já conto!). Se você é uma pessoa masoquista e se casa, você vai ser uma pessoa masoquista casada. Se você é uma pessoa paranoica e se casa, você vai ser uma pessoa paranoica casada. A mesma coisa com viagem. Se você é pedante no Brasil, você vai ser pedante na França. Tudo é experiência.
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Contando agora: outro dia, esbarrei com o meu ex (o segundo, não o último) na mesma boate em que rolou a baixaria pós-namoro. Estavam basicamente os mesmos personagens. A diferença é que tocava Madonna. :] Resolvi falar com ele, mesmo o Bruno dizendo para eu não fazê-lo. Me senti a Alanis depois de ‘You Oughta Know’.
- Oi, Matheus
- Oi
- Então, eu queria dizer que está tudo bem. Não tenho mágoas guardadas, hoje eu entendo melhor o que aconteceu.
- Tá bom.
Ele continuou dançando com o amigo e eu me senti semi-orgulhoso por ter conseguido falar com ele. A indiferença já era esperada, mas me frustrou um pouco, mãs – como eu já tinha bebido – caguei.
Na hora de pagar a conta, fiquei – sem querer – atrás do amigo dele. Matheus estava sentado atrás de mim e eu fingi que não vi. Ele me cutucou e disse alguma coisa assim:
- Então, eu queria dizer que eu acho que a gente também teve coisas boas
- É, eu sei que eu errei muito também. Muito foi culpa minha e às vezes eu tenho até saudades de você. Tá tudo bem
Dei um beijo no rosto dele e nos despedimos.
Eu já queria falar isso pra ele há muito tempo. Então fiquei bem aliviado. Acho que agora encerramos uma coisa que estava pendente. Provavelmente não seremos amigos de novo, mas foi bom.
Ando tão irrelevante. Não tenho tido muitos motivos para chorar – e nem vou me sentir total chorando por problemas de magnitude mundial -, então assisti, pela primeira vez, ao programa da Astrid no GNT. Ela fica nos aeroportos entrevistando gente que vai, gente que espera e gente que fica. Chorei uma vez em cada bloco e ainda não sei se essa ideia é boa ou ruim.
E como as pessoas só vêm aqui nesse negó de internet pra tirar onda: passei o dia dos namorados mais bacana do mundo. Passei com ele E a cadela preta E a gata preta. Comi frango com quiabo E polenta E aipim E arroz deliciosos. A salada fui eu que fiz! E ainda vi um show de sanfona E quarteto de cordas lindo, cujo baterista, Fábio Luna, me lembrou aquele que tocou com Elis em Montreux.
E também assisti a um filme fofo em que tocou uma música que tem o verso mais romântico do universo: “eu quero hipnotizar a sua bunda”. BANHART, Devendra.
Tudo proporcionado pelo mAridão.
Então, essa coisa de falar com os mortos tomou conta de mim. Não que eu fale com eles, mas acho que um deles falou comigo esta semana. E o pior: não posso contar pra vocês como foi, perderia o sentido. Não foi nada demais, ninguém me assustou, não me disseram que vou morrer, nem nada disso. Mas foi uma coisa bem bonita.
Podem me internar.
Ele diz que pensa em parar de postar. Vamos dar início à chantagem emocional?
Nosso primeiro convidado é Tim Maia (vídeo maravilhoso):