Post de último dia do ano. Por mais que seja tudo uma invenção, não consigo me livrar. Esse blog virou um desabafo, aprendi isso, sobre blog-desabafos, com o Bruno.
Esse foi o ano em que tudo o que parecia improvável se mostrou possível. Colocar o amor como prioridade e tomar atitudes (falas, bilhetes, SMSs, e-mails etc) em relação a isso realmente me abriu possibilidades inimagináveis, como diria Bethânia – agora com o devido crédito por ter me influenciado durante todo o ano – DES-LUM-BRAN-TES.
Paciência talvez tenha sido o que eu mais aprendi neste ano. Tanto por colher frutos de uma espera delirante, quanto por ter o insight de parar quando era necessário. Sobre pegação, nem tudo precisa terminar em sexo. Às vezes só uma noite de romance e um selinho podem ser mais inesquecíveis do que levar alguém pra cama.
E o que eu queria postar aqui sobre essa gente que fica dizendo que ficar trise dá câncer. Aquela oncologista sabichona disse que não há estudos sobre essa relação direta, mas que ficar triste torna o sistema imunológico mais vulnerável, então pode nos tornar mais propensos ao câncer. O que eu quero postar: CAGUEI. Prefiro morrer de câncer (ou de parada cardíaca) por ter ficado triste por causa de uma amor, ou por sentir muita falta de alguém que está longe e parece não voltar mais, a morrer velho e frio. SHOVE IT.
E eu sempre acho que todo mundo que morre de parada cardíaca é gente que morre porque amou demais. Não é à toa que se morre do coração (e do fígado também). Pode me chamar de romântico, bliblibliblibli, caguei também.
Caguei.
E amei.
E das últimas surpresas deste ano maravilhoso foi ver Arnaldo Antunes dizendo umas coisas na fachada do CCBB com Rafa, Thales e Fernandinha.