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Anna, Elsa e Miucia

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Adorei esses vídeos que devem estar  na exposição do Met.

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seu padre,

então, mesmo tendo estudado em colégio católico, nunca me confessei para um padre. Sempre tive medo da cabine e do padre e também tinha a desculpa do não-batizado para fugir da situação. (Talvez isso tenha me levado a ‘confessar’ sistematicamente para todas pessoas que amei que eu as amava, mas isso não vem ao post)

Lendo o post de fernandinha, tive uma pista do que estou passando. Acho que a Alanis ficou milionária porque meio mundo se identifica com ela. Essa coisa de amar, sofrer, reconhecer, aprender, trabalhar a Julia Roberts que existe dentro de nós.

- Se estiver lendo este post de pé, então senta porque vou contar uma coisa que realmente

é que pela primeira vez estou me identificando com os homens das letras dela. Sou eu quem está unsure e not ready e é ele que parece se ajustar a mim. Sempre gostei (secretamente) do papel da Maria Sufrida, mesmo daquela versão iluminada que transborda compaixão, mas agora estou com a carapuça do vilão frio e indisponível. E como todos sabem, não há espaço para um fim de semana sem namorado no mundo.

(Tudo bem, poderia lançar um That I Would Be Good agora, mas seria comodidade)

Dá vontade de ligar pro Canadá.
- Alô? É da casa da Dona Alanis? Escuta aqui! O que você faria se estivesse na minha situação?

Mas esta Bent 4 U tem a sonoridade que eu gosto nos versos dela ‘i’ll try to squeeze love from you / i’ll feast on scraps thrown from you’.

Hoje fui fazer compras para o jantar e – pasmem – tocou In Praise of the Vunerable Man no supermercado.

Espero que um dia a gente aprenda a terminar relacionamento. Um amigo andava alimentando esperanças pelo ex, que também é meu amigo. Eu já havia sondado o terreno e o lado de lá me dizia que não havia possibilidade de retomada. Achei que o tempo fosse ajudar na superação do rompimento, mas as dores e acusações de  M&M’s ¹ já se arrastavam por mais de mês. Certo dia, ele me perguntou sobre minhas conversas com o ex e eu, tentando ajudá-lo, respondi que não havia mais futuro ali, que era melhor esquecer e tocar o barco. Ele ficou magoado comigo e agora anda um tanto sumido.

Depois nego não entende porque eu ando cansado disso tudo.

¹ ET.

PS: ninguém é obrigado a saber: o cara que dança com ela no clipe é um ex de 1999 dela. A música foi escrita pra ele.

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Cultura do ZzZzzzzZZZzzz

Uma questão abordada nas aulas que ando tendo de arte e moda é a questão do tempo de fruição. Estamos acostumados com essa edição que corta os silêncios, os momentos de hesitação e tudo aquilo que torna as pessoas mais interessantes do que o “pessoas que têm algo a dizer”. Na TV isso vira “pessoas que têm algo a falar”.

Gosto desse momento em que as pessoas não estão dizendo coisa alguma em frente às câmeras. Sem isso, fico com aquela impressão das entrevistas ao vivo – importantíssimas – do Pedro Bial com os participantes do BBB. Todo mundo quer dar uma boa resposta: esperta e engraçadinha, mas quase sempre medíocre e previsível.

” – Eu sou eclética, não tenho preconceitos… Gosto de tudo…”

Por isso, o susto (já mencionado em meu anterior) com aquela entrevista com a Clarice. (Aliás, a introdução lida por Gastão Moreira é um pouco exagerada, quase um texto publicitário para que o telespectador não saia daí. Esse negócio de dizer na TV que a escrita dela é mágica…)

Levei outro susto com a entrevista que o Yohji Yamamoto deu ao ShowStudio, de Nick Knight. Acho ótimo que o editor tenha respeitado o ritmo lento da fala e que ele tenha conservado os momentos de hesitação. Também é bom ver o entrevistador que não confunde entrevistado-de-poucas-palavras com entrevistado-de-má-vontade.

Ele me lembrou das baleias jubarte, que viajam centenas de quilômetros pela costa brasileira com o mínimo desvio de rota possível (cerca de 1%). É como se elas tivessem um sistema de GPS que sentisse todas as variações do caminho, como a diferença do fluxo das águas nos oceanos (não vou citar Bethânia) e corrigisse num segundo a direção.

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Jum Nakao

Achei que já tivesse postado esse vídeo aqui antes, mas só tinha comentado a inveja que eu tive quando soube que Jum tomou chá com Tomie e Yoko.

Hoje descobri um detalhe que deixou esse desfile mais contundente: Jum só contou para as modelos o que elas deveriam fazer no final momentos antes do desfile. De modo que ele gerou outra inveja nimiã: queria ter visto isso como a pessoa que não sabe o que vai acontecer. Queria ter sido ‘enganado’, ainda mais com essa trilha sonora cínica (!), e me assustar como me assustei quando vi o segundo avião se chocar com a torre gêmea ao vivo na CNN.

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‘ listen as your day unfolds ‘

Quiz: a professora se dirige à turma usando o gênero feminino. A maioria das pessoas é de peixes, tem 23 anos e está em processo de mudança. (E eu achando que era só em Comunicação que o povo andava meio perdido). Há três alunas que têm irmãs gêmeas na sala. Que curso estou fazendo? (Não é letras, não é pedagogia).

Eu sou bobo porque desconfio dessas dinâmicas de grupo e depois gosto de tudo. A professora pediu para lembrar no futuro, então vou escrever aqui para não esquecer.
Passado: Brownie de Waldeia escondido atrás da garota;
Presente: lápis amarelo do Niemeyer perto de mim, na mesa;
Futuro: livro do Ferreira no chão da sala, no centro da roda.

Adorei minha turma toda. Tem muita gente muito diferente. Ah, e todos, inclusive eu, gostamos de terminar apresentações tímidas com ”Ah… e… é isso!” ou “E eu acho que tudo vai dar certo!”. Então assim, a minha música para mim e para todas as minhas amigas de curso (JÁ QUE EU ESTOU BREGA HOJE E CITEI ATÉ “VACA PROFANA” NA MINHA APRESENTAÇÃO), é Des’ree – You Gotta Be. ;]

O tempo passa, o tempo voa, e eu continuo achando essa letra linda. A Des’ree faz aniversário no mesmo dia em que eu. Adoro esse primeiro verso que virou o título desse post.

“Listen as your day unfolds
Challenge what the future holds
Try and keep your head up to the sky
Lovers, they may cause you tears
Go ahead release your fears
Stand up and be counted
Don’t be ashamed to cry

Herald what your mother said
Read the books your father read
Try to solve the puzzles in your own sweet time
Some may have more cash than you
Others take a different view
My oh my, eh, Eh, Eh

You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
All i know, all i know
Love will save the day

Time ask no questions, it goes on without you
Leaving you behind if you can’t stand the pace
The world keeps on spinning
Can’t stop it, if you try to
The best part is danger staring you in the face”

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” Filho de Deus, meu irmão “

O post ali embaixo, do Dalí, deveria se chamar “Um mar de sim e de não”, mas este título também serve para este post aqui. É quase previsível a reação de quem lê as manchetes que sugerem o anti-semitismo de John Galliano. Desdobramentos:

O advogado Stephane Zerbib é judeu e presta serviços a Galliano há sete anos. Ele disse que ainda não tem explicação para o caso e que “isso poderia acontecer com qualquer um de nós”. Ainda deixou claro:  “Sou cauteloso quanto à pré-julgamentos. Este não é o meu trabalho.” (via Ronald Villardo)

Um dos acusadores de Galliano voltou atrás. Declarou que não acha que ele seja racista e atribuiu o comportamento agressivo do estilista a um estado de embriaguez associado a problemas psicológicos. Em entrevista publicada no jornal Le Parisien, Philippe Virgiti disse que o incidente teria começado com Galliano, bêbado, dizendo: “Sua voz me irrita, você fala muito alto!”. Não é difícil imaginar essa frase passando pela cabeça de uma cinquentona de classe média alta caso a Garota da Laje estivesse revoltada num restaurante do Leblon.

Em vez dar as costas para Galliano e aderir ao coro do senso comum – é claro que todos nós repudiamos qualquer forma de preconceito – acho mais válido aproveitarmos a deixa para saber onde estão escondidos os nossos próprios preconceitos. Afinal, somos “pessoa pública” a partir do momento em que convivemos com outros. Em determinadas situações, um olhar torto também pode ser uma manifestação de preconceito. Desconfio de quem age torto nas ruas e reserva a moral apenas às pessoas expostas nos meios de comunicação de massa, algumas acusadas (superficialmente) de serem “formadoras de opinião”.

O caso só nos lembra que fazer parte de uma “minoria” não nos torna isentos de preconceitos. Por incrível que pareça, ainda há gays que hostilizam negros, negros que zombam de japoneses, japoneses que hostilizam chineses, brancos que agridem verbalmente judeus, judeus que não entendem a existência de transexuais, transexuais que não gostam de gordos, gordas que têm nojo de travestis, travestis paulistanos que não gostam de travestis nordestinos… Tô mentindo? Então resolvamos o que acontece por aqui em vez de julgar o Galliano. E antes que a patrulha binária (do bem versus mal) venha encher o saco: leiam novamente o post. Se precisar, leiam outra vez.

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high five entre yohji e vanessão

A feeling of safety and security leads soon to boredom. What has driven fasion through the ages is, at bottom, the way it plays with danger. To have something that hints at danger, something that confounds the conventional understanding of sexy, such wild and untamed elements are what make a garment alluring.” Yohji YamamotoMy Dear Bomb.

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entediado

Mais um post adolescente. Levaram o meu apartamento e eu estou entediado. Na próxima vez, assino contrato na visita e mando o corretor ir embora no ato.

Chegou uma revista aqui e eu adorei abrir porque caí num anúncio da Dior Homme com um link que diz ‘the time i had some time alone’. E era exatamente isso. Queria estar como o garoto do clipe do R.E.M., mas estou mais para o cara do vídeo campanha. Ou, como diria Vanessa: 6:04, 6:05, 06:05, 6:05. Ou, como cantaria Fiona:

Para vocês terem uma ideia, hoje cheguei no trabalho e ouvi ‘Groove Is In The Heart’. Só faltava – e agora vou ouvir – Notorious BIG – mo money, mo problems.

E depois falam mal da moda.

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