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one “out of ten movie stars make me cry”. am i alive?

Poucas coisas novas me emocionam. E essa correria pelo novo, sei não. Ando mais interessado na idade do velho. E ando meio Tim Maia, meio racional, HA! (Péssimo trocadilho). Numa dessas, dizendo o que o amor é inventado por nós, quase estrago o namoro. Acho que é uma fase, pode ser uma leve depressão disfarçada, mas vai passar.

Mas vamos ao que interessa. Nana, que emociona o Rafa, disse umas poucas e boas na capa do Segundo Caderno de hoje. Ela tem umas conclusões ótimas como: “Morre tanta cantora nova que as pessoas, quando ouvem que estou fazendo 70 anos, me homenageiam achando que eu vou morrer. Mas eu não vou”.

Ou: “Por que tenho que me preocupar com o que acontece na Austrália, no Egito? A gente acabou de sair de uma catástrofe! Você se concentrar demais nessas coisas deve fazer mal ao cérebro. Tem um monte de gente se preparando para o fim do mundo… Antes disso me deem ao menos um chope e um pedaço de pizza.”

(Aí eu penso nas pessoas informadas que acham que lamentar é redimir. Ficam se chocando e perguntando ‘você viu?’. E, se você não viu, você é alienado. Ora, se todas essas pessoas que se chocam diariamente pela TV (eu ia escrever “páginas dos jornais”) fizessem um trabalho voluntário, pelo menos durante quatro meses por ano, teríamos um pouco menos para lamentar)

E os planos para o aniversário? “Eu vou assistir ao casamento do príncipe William, colocar champanhe no gelo e comer uma cavaquinha com as minhas filhas e com o meu filho, que vai ficar me aporrinhando como sempre…” Aí diz que os filhos vão participar do DVD e emenda: “E como eu não sou política, posso fazer isso sem problemas”.

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” Be nice to your lungs, talk to it! “

Vício mental toda vez que eu volto entusiasmado penso no verso ‘voltei, Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço’.

Para usar como desculpa para um novo chope: a Livraria Cultura chega ao Rio no segundo semestre deste ano. Serão duas filias, quase uma: a primeira é enorrrrrrrme e fica no Cen’da Cidade. A segunda é média e fica no Fashion Mall, o shopping que ninguém frequenta. Acho que vão abrir esta filial só por causa de Maribéth.

Reclamei do excesso de elogios vazios a Cisne Negro e achei ótimo o Paulo Roberto Pires fez um contraponto na Bravo! de fevereiro.

Eu AMO a risada da Alanis. E adorei o formato e o texto desse programa Shoebox Sessions:

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“Não existe comida estranha, existe gente estranha.”

Gostei da fala Ferran Adrià. “Quando lhe dizem isso, você entende que há liberdade. É normal que exista gente que não quer descobrir coisas novas. Que diga: ‘Como sempre maçã’.” Era sobre isso que eu tentava falar, sobre as pessoas que querem comer sempre maçã.

“Os visitantes verão não só a equipe de Adrià como 25 bolsistas, nem todos cozinheiros. “Queremos que existam algum filósofo e dois jornalistas.” Jornalistas? “São os que vão publicar na internet.”

Via Folha.

‘ A tarde que atravessa o corredor ‘

Ela vai voltar, vai chegar: Gal ressurge em caixa com 12 de seus CDs em disco novo com Caetano (O Globo). Bom ver Gal e Maribéth ganhando, cada uma, duas páginas do Segundo Caderno, ambas publicadas no Domingo (ha!), coincidindo com o dia da coluna de Caê.

“A maternidade me rejuvenesceu. Nada é mais revolucionário que ser mãe. É isso que me me move a cantar. Não é um assunto específico, não é política,
não é comida. É a vida,
a beleza de estar no mundo.”

Dei um body de presente pra Laurinha, filha da Nina, ficou enorme. Escolhi o tamanho G e ela só tem uma semana. Mas diz que é bom. Ela vai crescer muito rápido.

Mamãe chegou de viagem e perguntou ‘Quer comer lasanha?’ e eu respondi ‘ahã’. Tive uma sensação momentânea e agora só ficou a lembrança dessa sensação. Percebi que a voz dos nossos pais é temporária, que um dia vai ser só uma lembrança de voz e que não faria sentido gravar essas vozes para ficar lembrando depois. Também lembrei da voz miúda de Dona Canô nos depoimentos de ‘Pedrinha de Aruanda’ “e em tudo a voz de minha mãe”. Aproveita.

‘Caguei, engarrafamento!’

‘Se você é consciente [dessa coisa protetora], você ativa essa proteção eletromagnética e cerebral, sabe? E aí você consegue passar por um engarrafamento sem ficar puto da vida. Eu não fico puto em engarrafamento mesmo.’

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Maria Bethânia @ Marília Gabriela (1992)

‘Não vou cantar o Carcará’

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