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subindo pelas paredes do corredor e do batente da porta

Postaram uma foto de turma (1994) no Facebook e me fizeram ponderar: dou pinta derde criança. Mas eu era uma criança feliz, logo McDonald’s não faz mal a  ninguém. Agora inventaram de botar salada no cardápio da promoção. A salada substitui a batata-frita. A batata-frita era o que me levava ao Mc. Serve pra mim que sou adulto, mas fico preocupado com as crianças. Enfim, quase todas as crianças da foto foram encontradas e catalogadas e vou dizer que levei um susto com o caminho fisionômico que algumas pessoas seguiram.

Outro dia, vi no metrô a primeira menina por quem me apaixonei nos moldes platônicos (antes vieram Patrícia e Renata, com quem vivi romances tórridos antes dos nove anos de idade, hahahaha) e ela estava com um ar de cansada. E com um par de crianças. Desceu da estação e achei melhor não abordar. Acontece também que vou estar viajando no dia do grande encontro que estão marcando. Uma pena.

Como disse outro dia pro Chamo, aquilo pareceu cena de filme latinoameristranho (2:15 - não recomendo clicar se você não viu o filme. Recomendo o filme todo).

não posso ter vergonha da minha adolescência

Dia desses o Blogger veio me mandar e-mail pra checar se eu ainda estou vivo. Foi lá que eu comecei com essa piranhagem de posts, no meu ensino médio, coisa de 2001. Conforme solicitado, associei o endereço antigo à minha conta Google e eles me empurraram pra dendo meu primeiro blog. Fiz de UM tudo para o endereço não aparecer na minha conta, mas achei graça de me ler escrevendo “a mídia” e colocando nome de comida em letra maiúscula.

Decidi voltar a escrever de verdade aqui, blogs realmente não mudam a vida de ninguém. Parar de enganar vocês c’esse c’esse c’esse negódi vídeo do YouTube.

lajota

Cheguei em casa e peguei O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias lá pelo segundo bloco. Não gosto de ver filme começado, mas achei tudo tão bonito, tão lindamente fotografado, que fiquei olhando pra TV enquanto cortava chocotone, enquanto ia na cozinha, sabe quando você fica fazendo as coisas e olha pra TV?

Os atores menino e menina são bem carismáticos. Vi muita coisa da minha infância ali, como jogar bola sozinho no quarto durante horas, fazendo a parede de adversário. Essa vagabundagem solitária mirim de mudar as coisas de lugar.

O filme me impressionou tanto que a cena da cavalaria (os cavalos sempre relincham no cinema)  invadiu o meu sonho. Desta vez, me deram um sonho com começo, meio e fim.

Observava a pedra da minha janela e vi os trafica tudo invadindo, DE CARRO, o meu prédio. Pulei pra dentro, arrastei minha família, a Natasha ainda era viva, descemos correndo com os vizinhos e a rua estava alagada. Tensão pra lá, tensão pra cá, vejo os trafica tudo chegando, A CAVALO, em câmera lenta e a rua já estava seca de modo que eu conseguia ver as pedras portuguesas,  abaixei minha mãe, minha irmã e a Natasha no chão e gritava ‘nada vai acontecer com a gente, nada vai acontecer com a gente’. Aí a cavalaria nos cercou e suspendeu tudo.

A gente ficou suspenso que nem naquele brinquedo Evolution do Playcenter. No final, era uma campanha de marketing, a que ponto chegamos!, para liberar nos moradores uma quantidade de adrenalina equivalente ao novo brinquedo de um parque de diversões.

Mas uma coisa que eu achei linda no filme foi a comemoração silenciosa do Brasil na Copa enquanto a vida do menino era uma interrogação. Não podiam comemorar. Lembrei da época das eleições passadas, quando minha mãe estava doente e eu estava cagando praquilo tudo.

clima de natal no rio

Thais achou que estava grávida e me chamou para jantar no Outback. Levou o teste de farmácia pro banheiro e voltou pra mesa. Segurei a haste de plástico por cinco minutos e só apareceu um traço. Achamos que era um teste vagabundo, não levamos fé. Ele custou 1/4 do preço daquele teste do O X que vimos em Juno e em todos os filmes de Hollywood.

Para quem não conhece Thais: ela não é uma mulher com dificuldade de engravidar e também não está tentando ter um filho )não declaradamente(. É mais um caso da maravilhosa expressão sem querer querendo, do Chaves.

Choveu, alagou. Ponderamos dendo ônibus parado no trânsito: tuberculose no 571 ou leptospirose na rua praia de Botafogo? Hummm. Resolvemos descer e ver no que ia dar. E demos com os burros n’água, até os joelhos. “Não pensa, não pensa”, gritava Thais.

Intenso foi o choque que tomamos ali na esquina do Botafogo Praia Shopping. Subiu pelos pés, chegou nas mãos, pensei nas pessoas que morreram nas chuvas e na cara da Ana Paula Araújo dizendo que a Defesa Civil mandou todo mundo ficar em casa. Só me faltava morrer na praia. Já disse aqui que, se é pra morrer em decorrência de alguma política mal conduzida, prefiro morrer de bala perdida, escutando música.

Tive insônia pensando na metade esquerda do meu corpo sequelada pelo choque. Jurava sentir uma dormência de leve, uma coceira na orelha, imaginei o médico me diagnosticando, tudo bem, a gente se acostuma, o ser humano não se adapta a tudo? Não tem aquele cara que escreveu um livro piscando um olho? Adaptação, dieta saudável e exercícios físicos são a cura para todos os perigos do mundo.

cidade verde

Caí de bicicleta na praia de Botafogo e nem tinha tomado minha xícara de café.
Foi em cima da terra molhada que rodeava um bueiro em alto relevo, preenchendo o asfalto acidentado ao redor.
Minha segunda queda em 4 anos com a mesma bicicleta, against all odds.

‘ Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia ‘

Vem aí a nova novela das oito: daqui a dois meses, vou receber o feedback do povo que me avaliou na empresa. Devo tirar férias em outubro. Vou comprar um monte de coisas novas, um monte de roupa nova. E espero sair de casa quando voltar.

Outro dia, fui encontrar Deby no shopping e senti que parei no tempo. Blusa vinho, calça caramelo com riscas laranjas bem discretas, tênis marrom, e tudo um pouquinho esbranquiçado, tudo comprado em 2006. E o shopping, na Barra, tinha um piso de mármore branco e aquelas vitrines superbem polidas. Eu era a velha de Adeus, Lênin.

Despiroquei

Então, agora vou comer uma banana, que acalma, e vou dormir.

Espero que vocês achem uma posição confortável no colchão.
Respirem com a barriga que ajuda a relaxar.
Palmas das mãos pra cima.

Meu professor de ioga, no fim da prática:
‘E agora vamos agradecer
à pessoa mais importante
você’

Acho que isso já é um post completo

Ontem, eu vi um filme com a Meryl Streep.

‘ ai, que saudade eu tenho
EU VOU VOLTAR
PRO MEU SERTÂO ‘

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Mr Catra @ Nextel

Gostaria que a Nextel contratasse o Mr Catra para fazer este comercial:

‘Eu me assustei (hum)
Mas estava preparado
Parecia um bolo
Aquele negocio inchado
Movimento pélvico
Cara de sapeca
Me deixou louco
Eu não sou sapo
Mas me amarro em perereca
Amor automotivo
Toda peça se encaixa
Mexo no capô da fusqueta
Enquanto você passa a marcha
Gatinha
Gatinha
Assim você me assusta (hahaha)
Com o seu capô de fusca (que delicia)’

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