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Elas QUEREM Roberto

Dá pra ficar um dia todo:

O Rafa já postou tanta coisa desse DVD e eu demorei tanto pra descobrir (talvez porque não queira gastar tudo de uma vez).

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Tive vontade de comprar uma Playboy

Queria achar essa Playboy impressa para ver que isso tudo realmente foi publicado. Não podia deixar de sublinhar uma coisa muito boba, mas que é a cara de Bethaverde:

Tem cachoeira em casa?
E controle remoto para regular o jato! Não posso viver sem isso, sou louca por água, é Iansã e Iemanjá em mim.

Você fala muito em Deus.

Quando eu era pequena e acreditava piamente em Deus, Caetano chegou para mim e disse que Deus não existia. “Acredita não, Deus sou eu, mana, eu é que sou Deus” [Risos]. Apesar disso, continuei acreditando em Deus. O que não tenho é muita intimidade com Ele. Me dá um pouco de medo. Como fui criada em colégio de freiras, o convento de Nossa Senhora dos Humildes, em Santo Amaro, fui ameaçada com a imagem daquele Ser que vê tudo, um perseguidor, um milico tirano me vigiando para me botar em cana a qualquer momento. Intimidade, mesmo, eu tenho com Nossa Senhora – com ela, tudo bem.


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‘ Soy un perdedor ‘ que ‘ não caibo mais em mim ‘

Tá me dando uma vontade que vai e vem. Ela vem e me parece ótima e vai quando eu me dou conta de que é uma ideia que vai dar margem para os outros me chamarem de looser… assim como ficaram bravos com as pessoas que cismaram que não teríamos mais acento em ideia.

Consiste em ir três vezes ao videokê. Uma para cantar Roberto*. Outra para cantar Arnaldo (com citação de Cazuza). Outra pra cantar Paulinho. Queria ver como é cantar mal essas letras que dizem tanto, sozinho e para pessoas desconhecidas. Imagino a cara delas enquanto eu cantasse ‘sapos na calçada de nenhum país’ ou ‘acabe com essa droga de uma vez’.

Estou quase transformando isso numa promessa se os meus planos para este ano se realizarem. ‘ Se eu já me perdi quando perdi você. ‘

* não achei a versão do Ney para À Distância e nem a versão do Caetano para As Curvas no Grooveshark.

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Qual é a tradução de crush?


Funciona assim: você vai a um lugar lindo com uma pessoa por quem você tem (ou já teve) uma paixonite. O que você faz nesse balé? Fica olhando essa pessoa se mexendo nesse lugar, parando nesse lugar, descansando nesse lugar, falando coisas nesse lugar, sem deixar escapar que existe alguma coisa dentro de você?

Tentando resumir: como estar com uma pessoa bonita, subir e descer escadas em silêncio, passar por corredores atrás dela, e não poder dizer o quanto ela é linda. Temos que olhar a paisagem que de tão bonita chega a ser covarde e suspirar? O que eu quero dizer é que me sinto humilhado por morar numa cidade que envolve tão bem as pessoas mais bonitas do mundo. Uma coisa que eu gostei naquele filme estranho que vi com o Rafinha foi isso: tinha uma câmera que ficava indo e passando pelas pessoas, como um balé constante, quase sempre em grande angular. Como um observador que interage com o observado de uma forma sutil, sem tocá-lo, sem interferir nos movimentos dele, mas perto e presente no mesmo espaço.

Agora a Ana descobriu o meu blog e está nos dando o luxo de comentar por aqui. Leiam! Eu assino em cima. ;]

Ainda sobre aquele assunto: um vídeo-jabá ótimo.

‘ all i could think of was you ‘

Hoje tive certeza de uma das minhas melhores amizades. Estou assustado com a minha própria reação: chorei a noite toda e também várias vezes durante o dia – ainda bem que estou de folga – por não poder dar um abraço em um amigo-irmão meu que precisava de mim hoje. Acho que isso nunca aconteceu. Ouvir a voz dele triste ao telefone e de imaginá-lo sozinho num momento desses me partiu o coração. Nada mais importava. Acho que fiquei menos cínico a partir de hoje.

Penso nos meus amigos mais novos que hoje debocham de tudo e que ainda vão passar por isso. It’s a bitch to grow up.

deixe

Post de último dia do ano. Por mais que seja tudo uma invenção, não consigo me livrar. Esse blog virou um desabafo, aprendi isso, sobre blog-desabafos, com o Bruno.

Esse foi o ano em que tudo o que parecia improvável se mostrou possível. Colocar o amor como prioridade e tomar atitudes (falas, bilhetes, SMSs, e-mails etc) em relação a isso realmente me abriu possibilidades inimagináveis, como diria Bethânia – agora com o devido crédito por ter me influenciado durante todo o ano – DES-LUM-BRAN-TES.

Paciência talvez tenha sido o que eu mais aprendi neste ano. Tanto por colher frutos de uma espera delirante, quanto por ter o insight de parar quando era necessário. Sobre pegação, nem tudo precisa terminar em sexo. Às vezes só uma noite de romance e um selinho podem ser mais inesquecíveis do que levar alguém pra cama.

E o que eu queria postar aqui sobre essa gente que fica dizendo que ficar trise dá câncer. Aquela oncologista sabichona disse que não há estudos sobre essa relação direta, mas que ficar triste torna o sistema imunológico mais vulnerável, então pode nos tornar mais propensos ao câncer. O que eu quero postar: CAGUEI. Prefiro morrer de câncer (ou de parada cardíaca) por ter ficado triste por causa de uma amor, ou por sentir muita falta de alguém que está longe e parece não voltar mais, a morrer velho e frio. SHOVE IT.

E eu sempre acho que todo mundo que morre de parada cardíaca é gente que morre porque amou demais. Não é à toa que se morre do coração (e do fígado também). Pode me chamar de romântico, bliblibliblibli, caguei também.

Caguei.
E amei.

E das últimas surpresas deste ano maravilhoso foi ver Arnaldo Antunes dizendo umas coisas na fachada do CCBB com Rafa, Thales e Fernandinha.

Corcovado

As livrarias ‘físicas’ ficam para a hora do consumo visceral. As livrarias ‘virtuais’ são capazes de proporcionar outro tipo de prazer: a chegada daquela penca de livros que a gente compra naquela promoção que só dura um dia – e as lojas estampam aquele relógio enorme com a contagem regressiva para o fim da oportunidade – e que, mesmo sem frete grátis, a compra sai mais em conta. O prazer é triplo porque os livros chegam de surpresa e a gente compra aqueles livros que namoramos há algum tempo.

Acabou de chegar um lote com quatro aquisições, entre ela o Relâmpagos, do – não vou dizer o nome porque já estou gastando o pobre coitado neste blog – que tem uma capa linda. Ele veio com um pó entre as páginas. Não sei se isso é capricho da editora ou se ele estava tão encalhado que tal se sucedeu.

Vi o post do Tom Jobim no Roda Viva. Acho que o medo que a minha turma de jornalismo tinha, mentira: acho que o meu medo era de ser jornalista e ser condenado a uma vida de falar mal das coisas. Do governo, da televisão e até das pessoas que se metem a fazer música. Kazuza me disse que eu devo ter um Oxóssi dentro porque sou muito crítico e fiscal das coisas. Ficava (conjugando no passado para ver se não bate um vento) ficava muito incomodado com as indelicadezas dos meus vizinhos. Mas percebi que não tenho estatura para bancar justiceiro e por isso os barracos que fiz me fizeram mais mal do que aos meus alvos. Não dá pra ser jornalista e só falar do que se pode falar bem?

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Felizardo

No trabalho, Renata achou esse vídeo maravilhoso hoje:

Adoro falar o nome das pessoas que vocês não conhecem e que também não lêem esse blog.

Não tinha visto o Sagmeister falando. Achei ótimo e vou fazer as duas listas. Fui parar na fala de Dan Gilbert, que me fez rir: “Um shopping cheio de monges budistas não seria lucrativo porque eles não querem coisas suficientes!”.

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Ligado

Você pede a mão, o YouTube dá o braço.

Adoro o preencha as lacunas: “hipócrita, hipócrita”

Juizado (ler em portunhol)

Eu juro que quando eu era criança tinha um comercial na TV com a voz dela.

Então, ainda não ouvi o disco todo dela, Tulipa Ruiz, mas adorei essa letra, que não é dela. Gostei do jeito que ela canta, mais da voz do que do gestual. Acho que a foto de divulgação que vi e escolhi para a página de votação do Prêmio não faz jus à beleza difícil de Tulipa: ela está bonita demais. Não sei se foi “beleza difícil” que Caetano usou, mas foi assim que definiu uma coisa que existe em Bethânia, Clarice e numa russa que tinha um sobrenome tão complicado que me fez esquecer até de seu primeiro nome.

Ana levou umas músicas de Tulipa para o churrasco interno de ontem na casa do Cadu. Aliás, Ana levou muitas coisas boas: molho à campanha com azeitonas, arroz com um Tok de cebola e a estrela da tarde, a maminha no sal grosso. É só cobrir uma peça de maminha em dois quilos de sal grosso e deixar 1h30 no forno. Ficou daqui, ó!

Esta canção tocou centenas de vezes e toda hora me lembrava de Namorinho de Portão. Fernandinha me achou hoje no Gtalk e indicou essa versão ótima para a canção “Efêmera”.

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