Filed under Arte

Anna, Elsa e Miucia

<div style=”background-color:#000000;width:520px;”><div style=”padding:4px;”>http://media.mtvnservices.com/embed/mgid:cms:video:colbertnation.com:414029<p style=”text-align:left;background-color:#FFFFFF;padding:4px;margin-top:4px;margin-bottom:0px;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px;”><b>The Colbert Report</b> <br/>Get More: <a href=’http://www.colbertnation.com/full-episodes/’>Colbert Report Full Episodes</a>,<a href=’http://www.indecisionforever.com/’>Political Humor & Satire Blog</a>,<a href=’http://www.colbertnation.com/video’>Video Archive</a></p></div></div>

Adorei esses vídeos que devem estar  na exposição do Met.

Etiquetado , ,

Inhotim em uma música: jóga

Porra, Björk!
(A Islândia deve ser um país-Inhotim)

all the accidents that happen
follow the dot
coincidence makes sense
only with you
you don't have to speak - I feel 
emotional landscapes
they puzzle me
then the riddle gets solved
and you push me up to this

state of emergency
how beautiful to be
state of emergency
is where I want to be

all that no-one sees
you see
what's inside of me
every nerve that hurts
you heal
deep inside of me
you don't have to speak - I feel
emotional landscapes
they puzzle me
confuse
then the riddle gets solved
and you push me up to this

state of emergency
how beautiful to be
state of emergency
is where I want to be
Etiquetado ,

Fui ao MAM com Lyana. Passando pelos trabalhos dos finalista do Pipa 2011, gostei dos trabalhos de Tatiana Blass e de Jonathas de Andrade. Ela apresentou duas pinturas, um vídeo e uma instalação impactante que não aparece no site. O Jonathas veio com ‘Ressaca Tropical’.


Era isso o que está acima: uma sequencia de páginas de diário na parede acompanhada por fotografias de um moço, paisagens e tragédias. O diário dá conta de uns 2 anos e o personagem é bem mulherengo. Quase todas as páginas vêm com posts do tipo ‘Marcela é uma menina muito bonita. Encontrei Teresa e depois dormi com Joana’. É um vai e vem danado, muitas mulheres, muita saliência. Lá no meio desse bolo, tem a página mais bonita de todas, que – ao lado de uma que tinha ‘Briguei com Teresa’, dizia:

“Clarice…”

Quase morri quando vi isso. Lyana fotografou e já já posto aqui. Os nomes talvez não sejam estes, mas quase morri. E os dois são supernovinhos, da nossa idade.

Etiquetado ,

Não ganhei

Toda vez que eu jogo na megasemna #elis, penso – em segredo, pleonasmô! – que vou ajudar muita gente se ganhar. Nunca ganhei. Agora vou jogar pensando que não vou ajudar ninguém. Mas não vou sumir, prometo.

Ferreira Gullar no Roda Viva

“Sou contra qualquer crítica brutal, esmagadora, destruidora.”

“Não se trata de crítica construtiva. Se trata de: eu não posso querer castigar uma pessoa que quer fazer poesia e não consegue. Ele não merece castigo. Eu não vou dizer que é bom porque eu tenho que ser honesto. Mas não vou castigar o cara por isso. Ele não é bandido, ele não é ladrão. Se tem tanto bandido por aí, eu vou castigar o poeta?”

(E critiquei a crítica no post abaixo porque acredito que ela consiga fazer um bom texto, não foi uma questão de insuficiência mental. Sobrou arrogância e desmerecimento do trabalho artístico alheio e faltou cuidado editorial)

Etiquetado

Ao ombudsman, com carinho

Tomei um susto quando li a crítica do show da Banda Eva, escrita por Nina Lemos, na Folha de S.Paulo. Não sou fã do grupo, mas fiquei incomodado com a retórica. Avaliar o show da banda como ruim é de total direito dela, mas ainda não entendi os motivos que a levaram a tal conclusão.

Minhas perguntas e comentários:
- O que seria, em 2011, “a cena de MPB considerada ‘séria’”? (aspas da autora)
- O “Sim,” que precede “o encontro aconteceu anteontem para convidados e alguns fãs da banda” antevê um suposto espanto do leitor? Por quê?
- “Estaria o grupo tentando se aproximar de outro patamar da MPB com esse show?”. Não concordo com o uso de “patamar”, sugere movimento vertical. Mesmo que fosse o caso, o grupo poderia estar tentando se aproximar – horizontalmente – de outros segmentos musicais, assim como Caetano fez quando se aproximou da Banda Cê;
- Acho deselegante a grafia do termo “axezeiro”, mesmo que ele encontre similares em outras vertentes musicais (metaleiro, roqueiro). De qualquer forma, “líder axezeiro” é totalmente irrelevante no contexto. A identificação ‘vocalista’ basta;
- Há uma interpretação arrogante do verbo “aprender” dito por Saulo. Se Caetano – que é mais respeitado por esta crítica que, ironicamente, desconhece a ‘axé music’ [que ele mesmo ajudou a divulgar] – dissesse que gosta de tocar a aprender com a Maria Gadú, de quem ele gosta, talvez o termo não teria sido interpretado da forma desconfiada e provocativa;
- “Maria Gadú pareceu mesmo gostar do som.” Será que ela não gostou? Eu, jornalista recém-formado, tentaria sanar essa dúvida conveniente perguntando à cantora. Ou colocaria de outra forma, sei lá, algo como “Maria Gadú estava animada no palco” soaria mais bobo e menos arrogante;
- “Na busca por prestígio, a banda Eva (…)”. Não sei a que busca por prestígio a jornalista se refere. O grupo está na estrada desde 1980 e tem carreira sólida (não é à toa que continuam ganhando dinheiro, como a jornalista gosta de enfatizar) mesmo com a saída de Ivete Sangalo, sua vocalista mais conhecida (e nem por isso mais relevante). O grupo já contou com Luis Caldas e Daniela Mercury, Ricardo Chaves e Durval Lelys em sua formação;
- O que seriam as “músicas mais ‘cabeças’ (aspas da autora), como Novos Baianos e Gilberto Gil”?
- Também acho que as ideias de “cantar com verdade”, “energia de artista, também conhecida como talento real” e “alma de artista” atribuídas à participação de Nando Reis são obsoletas. A jornalista precisa estudar História da Arte e Estética.
- O baile é “chato e sem convencer” (Quem? De quê?)
- “Tem coisas que não há dinheiro que compre, alma de artista por exemplo.” Ela realmente está preocupada com o dinheiro que o grupo fatura e com o pagamento dos convidados. O estranho seria convidar duas pessoas que vivem de música e não pagar cachê pelas apresentações. E, novamente, essa ideia de “alma de artista” é romântica demais para o nosso tempo.

O vídeo não está disponível no YouTube, a cena foi transmitida ao vivo pela GloboNews no carnaval deste ano. Era Gilberto Gil – considerado “cabeça” – homenageando Durval Lelys, que hoje é integrante do Asa de Águia, durante a passagem do trio pelo Camarote Expresso 2222.

“Sua contribuição para o Carnaval começou faz tempo. Você foi um dos responsáveis por popularizar a música, por fazer o trio-elétriuco se tornar popular. Este ano, com essa homenagem que você presta aos grandes guitarristas da música baiana, você mostra que acaba de se tornar um deles. Ainda melhor que Dodô e Osmar.”
Gilberto Gil em homenagem a Durval Lelys

O inverso também aconteceu: é com essa calma que eu pretendo trabalhar.

Não sei onde a jornalista estava nesta hora, não devia ser atrás do Ilê. Espero que a jornalista pesquise a relevância da guitarra elétrica no carnaval da Bahia, a evolução dos trios elétricos e a importância de gente como Armandinho, Dodô e Osmar. Mais do que isso, que ela não deixe que seus preconceitos e sua ignorância influenciem sua escrita.

Etiquetado

Cultura do ZzZzzzzZZZzzz

Uma questão abordada nas aulas que ando tendo de arte e moda é a questão do tempo de fruição. Estamos acostumados com essa edição que corta os silêncios, os momentos de hesitação e tudo aquilo que torna as pessoas mais interessantes do que o “pessoas que têm algo a dizer”. Na TV isso vira “pessoas que têm algo a falar”.

Gosto desse momento em que as pessoas não estão dizendo coisa alguma em frente às câmeras. Sem isso, fico com aquela impressão das entrevistas ao vivo – importantíssimas – do Pedro Bial com os participantes do BBB. Todo mundo quer dar uma boa resposta: esperta e engraçadinha, mas quase sempre medíocre e previsível.

” – Eu sou eclética, não tenho preconceitos… Gosto de tudo…”

Por isso, o susto (já mencionado em meu anterior) com aquela entrevista com a Clarice. (Aliás, a introdução lida por Gastão Moreira é um pouco exagerada, quase um texto publicitário para que o telespectador não saia daí. Esse negócio de dizer na TV que a escrita dela é mágica…)

Levei outro susto com a entrevista que o Yohji Yamamoto deu ao ShowStudio, de Nick Knight. Acho ótimo que o editor tenha respeitado o ritmo lento da fala e que ele tenha conservado os momentos de hesitação. Também é bom ver o entrevistador que não confunde entrevistado-de-poucas-palavras com entrevistado-de-má-vontade.

Ele me lembrou das baleias jubarte, que viajam centenas de quilômetros pela costa brasileira com o mínimo desvio de rota possível (cerca de 1%). É como se elas tivessem um sistema de GPS que sentisse todas as variações do caminho, como a diferença do fluxo das águas nos oceanos (não vou citar Bethânia) e corrigisse num segundo a direção.

Etiquetado

Viço

Bobeira, mas às vezes eu me empolgo muito com algumas coisas para as quais as pessoas cagam. Trabalho em grupo da pós, por exemplo. Haha. Mal comecei uma e já quero engatar em outra. Em Filosofia/Artes.

Jum Nakao

Achei que já tivesse postado esse vídeo aqui antes, mas só tinha comentado a inveja que eu tive quando soube que Jum tomou chá com Tomie e Yoko.

Hoje descobri um detalhe que deixou esse desfile mais contundente: Jum só contou para as modelos o que elas deveriam fazer no final momentos antes do desfile. De modo que ele gerou outra inveja nimiã: queria ter visto isso como a pessoa que não sabe o que vai acontecer. Queria ter sido ‘enganado’, ainda mais com essa trilha sonora cínica (!), e me assustar como me assustei quando vi o segundo avião se chocar com a torre gêmea ao vivo na CNN.

Etiquetado

Do jeito que eu gosto

Aos que ainda não: vão ver ‘Lixo Extraordinário’ na semi-privacidade escura de uma sala pública, numa sala de cinema. É co-dirigido por João Jardim, de “Janela da Alma”.

Minha lembrança do Vik Muniz vem de quando acompanhei a entrevista dele para o Bastidores, antes da abertura da exposição que arrastou multidões ao MAM do Rio de Janeiro. Ele me pareceu ser um cara honesto. “Por que todo fotógrafo faz careta quando fotografa?”, perguntou-me depois dos cliques, rindo. Surpreendido, eu ri todo sem graça.

Estava com o livro do Ferreira nas mãos e, sem pensar, fechei-o, olhei a capa, percebi que a imagem era uma estampa de pedaços de papel, passei os dedos na parte branca com acabamento brilhante, abri o livro e meti-o na cara, dando uma cheirada bem gostosa. (Tenho dúvidas sobre algumas ênclises e vírgulas).

Ah, esqueci de contar que outro dia vi Ferreira entrando numa farmácia do Largo do Machado, atrás de uma moça que deve ser aquela que ganhou vestidos Mara Mac. Deu vontade de gritar “lindoooooo!”.

Etiquetado , ,
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.